FAQ: PREPARAÇÃO: O PROGRAMA, FAMÍLIA, DOCUMENTAÇÃO

Hallo Leute!

Wie geht’s? Sumi, mas a explicação vocês já sabem. Agora que ta chegando na reta final do curso, foco total para a prova do certificado do  B1 em dezembro  🙂 To recebendo bastante emails de leitores – por sinal, agradeço os feedbacks e a visita de vocês – e decidi reunir as dúvidas mais frequentes, quem sabe a sua já não esteja contemplada aqui né? Vamos dividir em seções para ficar organizado.

Nesse primeiro post, as pergutas giram em torno do período de preparação para o programa:

Qual a idade máxima que a pessoa tem que ter para ser Au Pair?
Desde julho de 2013, até os 27 anos. Porém, não podem ser completos até o dia de solicitar o visto.

Qual é a remuneração? Eles pagam por curso de idiomas?
Na Alemanha, recebemos uma ajuda de custo no valor de 260 euros. Se o(a) Au Pair decidir fazer curso de idiomas, a família tem que auxiliar com 50 euros mensais ou por módulo. Vale ressaltar que a ajuda financeira é no caso de curso de idiomas.

Homens também podem ser Au Pair?
Sim. E os requisitos são iguais aos das meninas: não ser casado, não ter filhos, ter 27 anos incompletos no ato da aplicação do visto, nível A1 de alemão, etc.

É possivel estudar ao mesmo tempo?
Sim! A família é obrigada a organizar a carga horária de forma tal que você possa frequentar um curso. Porém não é possível fazer curso acadêmico (ensino superior, pós, mestrado, Phd, etc) durante o ano de Au Pair. Se este for o seu foco, você tem que solicitar um visto de estudante.

Quanto tempo, em média, leva para encontrar uma família?
É relativo, mas não confunda ansiedade com antecipação. Não tenha pressa, escolha com calma a família certa pra você. Lembre-se que você vai morar com eles por um bom tempo e acredite: a relação com a família faz toda a diferença no seu ano aqui.

Melhor morar em cidade grande ou pequena?
É relativo também! Depende de você e do que você quer do seu intercâmbio. Claro que quando pensamos em Alemanha, imediatamente pensamos Berlim, Munique, Colônia, Hamburgo, Stuttgart, Frankfurt, etc.  Cidades grandes ou perto de grandes, facilitam muito na hora de viajar, de achar aquele vôo low cost, fato! Mas cidades pequenas também tem seus encantos. Moro numa cidade com 11 mil habitantes. É um tédio às vezes, mas por não ser internacionalmente turística, a comunidade local dificilmente fala inglês. Desde o primeiro dia tenho que me virar nos 30 em alemão. Isso conta muito pra mim já que meu foco é o idioma mesmo.Mas pesa na balança a família. É com ela que você vai passar a maior parte do tempo. Lembre-se que você também sempre pode viajar e sair por aí.

Existe um modelo de contrato com a família?
Não exatamente, mas ele tem que conter informações básicas exigidas pelo governo. Tais como: horas de trabalho, descrição da casa, da família, etc. Mas é uma etapa a ser cumprida com atenção redobrada! Coloca cada detalhe no contrato, gente. Eu exigi que minha família, por exemplo, fizesse uma descrição detalhada de cada afazer doméstico que eu tenho na casa. É sempre bom evitar dores de cabeça futuras e chegar aqui e se surpreender com algo que não foi combinado no boca-boca. Coloquem tudo no papel.

Tem também algum padrão para atestado médico? Precisa ser em alemão?
Eu não precisei apresentar atestado médico no consulado. Uma amiga que veio recente, precisou. Não existe um padrão, um modelo. Em geral, um check up que comprove que você está apta ao trabalho. Ideal que seja no mínimo em inglês.

Você foi por agência ou conta própria?
Vim por conta própria. Na Alemanha, o programa é reconhecido pelo governo e a escolha por vir com ou sem agência fica a critério de cada um (o que nao é o caso da Holanda ou EUA por ex, em que é obrigatório fazer o programa através de uma agência. Me cadastrei no Au Pair World e depois de preencher o meu perfil, entrei em contato com algumas famílias até encontrar a minha. É seguro, o governo dá assistência.

Você tem alguma indicação de agência que trabalham com Au Pair na Alemanha aqui no Brasil?
A CI trabalha com o programa para a Alemanha. Fora ela, em Recife pelo menos, desconheço.

O que você acha: melhor escolher família que teve Au Pair antes ou tudo bem uma que nunca teve?
É bem pessoal. Eu prefiro famílias que já tiveram Au pair. Além da Au Pair anterior ser a melhor referência que voce pode ter, a família também já conhece o feeling de receber uma Au Pair, sabe lidar comprováveis conflitos, etc.

Faz tempo que você estuda alemão?
No Brasil, fiz curso durante 3 meses. Aqui na Alemanha, comecei em Julho. Mas até aí eu estudei sozinha, pela internet e gramáticas mesmo.

Você teve que comprovar experiência com crianças?
Nope. Mas mesmo assim eu tinha e isso faz MUITA diferenca. Se coloca no lugar deles: ia escolher alguém que já vivenciou isso ou alguém who has no clue? Claro que também nao atrapalha, pra algumas famílias isso não importa. Mas geralmente agencias exigem que experiência com crianças seja comprovada.

Se tiverem mais perguntas relacionadas a esta etapa do processo, podem mandar nos comentários ou via e-mail 😉 E aqui tá o arquivo da embaixada com os requisitos, processo, tudo explicadinho e oficial.

Tschüss!

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Sprechen Sie Deutsch?

Hallo!

Sei que sumi e não tenho justificativa se não a correria grande que é e mil atividades nas horas livres (que bom né?). Antes de tudo, quero deixar avisado que apesar de eu estar um pouco sumida do blog, sempre checo o email. Então se tiverem alguma dúvida, quiserem entrar em contato, podem me escrever (aupairdaletra@gmail.com) que eu respondo sofort 🙂 E agora ficou mais corrido ainda porque meu curso de alemão finalmente começou! PRIMA 😀

No post de hoje, quero focar na questão da língua. Recebo muitos emails pedindo dicas: “que nível de alemão deve-se ter para vir como Au Pair na Alemanha? Dá para aprender sozinha ou tem que fazer curso? Dá pra se virar com A1?  Como é no dia dia? Como fazer para aprender mais rápido?”

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Primeiramente, quero desmistificar a ideia de que “eu sei inglês, dá pra me virar”. Não dá não. Talvez dê se você vier passar algumas semanas aqui como turista ou more no centro de uma grande capital. Ou se seu propósito como Au Pair na Alemanha não seja aprender Alemão. Aí sim, dá pra se virar com inglês e mesmo assim vai ser difícil, você vai encontrar pessoas que simplesmente não falam inglês e as informações são todas em alemão. As crianças (a não ser que filhas de nativos de países falantes de língua inglesa) falarão contigo em alemão. A professora da escola, os vizinhos, o médico, o motorista do ônibus, as pessoas que ligam para a casa (cujos recados você tem que anotar) vão todos falarem contigo em alemão.  Se aprender alemão não estiver nos seus planos, talvez você deva repensar se ser Au Pair na Alemanha é a melhor opção para você.

A embaixada alemã do Brasil determina que para ser Au Pair na Alemanha é necessário comprovar um nível mínimo A1 de alemão (seja por entrevista no dia de dar entrada no visto, ou através do certificado do Start Deutsch 1). Mas se querem a minha opinião, venham com no mínimo A2. O A1 é muito básico e junta com toda a ansiedade de vir pra cá, você não assimila o suficiente para “se virar bem” aqui. Isso é relativo, claro. Depende muito do esforço pessoal. Com A2 você já é capaz de desenvolver uma conversa básica, falar de você, narrar um pouco de sua história, pedir e fornecer informações, escrever pequenas cartas e emails, manter uma comunicação fluida a nível de “dia-dia”. É bem menos frustrante começar o ano assim do que travada sem conseguir interagir e socializar além de duas ou três frases em alemão.

Independente do nível de alemão que você venha, vai sempre haver aquele choque, que te faz ter a sensação de que você não sabe nada. Por isso, tenho a sensação de que A1 não é suficiente para começar o ano de forma mais “confortável” aqui. Principalmente para quem pretende ficar na Alemanha após o ano de Au Pair com proósito de estudar, trabalhar, etc. Um ano não é suficiente pra você começar “do zero” e ter um alemão “muito bom”. O que faz a diferença é o quanto você se empenha e a motivação que você tem para aprenderÉ de extrema importância frequentar o curso de idiomas. Mas pra quem teve que esperar quase 5 meses para o curso começar, como eu, só resta focar e se esforçar dobrado para correr atrás do prejuízo, porque meus amores alemão infelizmente não vem por osmose. Queria eu! Na raça, no suor, criei táticas porque eu realmente precisava a todo custo melhorar meu alemão e ser capaz de me comunicar. Tem gente que acha que veio assim fácil, mas tem muito esforço por trás de tudo isso. Foco, disciplina e determinação. E o melhor remédio para aprender qualquer idioma é imersão. Eis as táticas que decidi adotar para melhorar:

  • Nada de falar com a família em inglês! Conversei com os pais e até hoje tento cortar esse hábito deles de tornar a comunicação mais rápida e tentar falar comigo em inglês. É difícil pra caramba, mas respondo em alemão e a conversa no fim acaba mudando pra alemão. Pra quem ainda não veio, se quer mesmo um bom conselho é: escolham uma família que não tenha outro idioma em comum com vocês que não o alemão.
  • Esquecer a pergunta: ,,Sprechen Sie Englisch?” Pois é! Esqueçam mesmo de perguntar isso quando estiverem na rua e precisarem de informação, ou conhecerem alguém no trem e iniciarem uma conversa. É bem tentador seguir falando em inglês com a pessoa do que forçar em alemão, né? Cada vez que você faz isso, está perdendo uma grande oportunidade de praticar o alemão da melhor forma: na vivência, no dia dia, com nativos! Com essa tática, fiz uma amiga aqui e conversamos horas a fio, saímos, bebemos e depois de tempos vim descobrir que ela falava inglês. Resultado: nos acostumamos tanto a conversar em alemão que nos comunicamos sempre em alemão, inglês só pra tirar dúvida. 😉
  • Ver tv, ouvir rádio, playlist em alemão… ajuda bastante! E você ainda pega gírias rs Decidi que 1x por dia assisto um programa de  tv em alemão. Não importa o que, assisto. Quando saio para caminhar, ir a algum lugar, tenho o hábito (como muita gente) de ouvir uma musiquinha ou rádio no celular. Por que não fazer isso em alemão? Mesmo que você não entenda o que diz a letra, você gosta da batida, a música fica na sua cabeça eaí você procura pesquisar a letra depois e aprende muito vocabulário!
  • Ler jornais, revistas, livrinhos… também 1x ao dia leio no mínimo um artigo de jornal/revista ou pego livrinho do menino mais novo, de quando ele foi alfabetizado para ler. O segredo é não traduzir tudo a todo tempo. Leia, com calma e paciência. Observe as imagens, interprete no contexto. E vai pulando aquela palavra ou outra que você não entendeu para não interromper a fluidez da leitura. Se te incomodar muito, procura aquela palavra que realmente faz diferença no texto, mas não se atenha a tradução. Uma coisa que ta ajudando muito é comprar revistas de fofoca. São super baratas e só falam bobagens, então o vocabulário não é tão rebuscado como um artigo de economia no jornal 😉 Dá orgulho porque dá pra ler e entender!
  • Estudar é claro… separo uma meia hora do meu dia para fazer exercícios de gramática. Antes do curso, fui selecionando os temas que já havia estudado no curso do Brasil e ia revisando e aprofundando, refazendo os exercícios pra consolidar. Agora com o curso, vou aprofundando e vendo em outras gramáticas que comprei.

Adotei essas pequenas práticas que fazem toda a diferença no dia dia e vi resultados. Em 3 meses já entendia muito mais coisas, agora com 6 meses de Alemanha entendo praticamente tudo e consigo conversar e me comunicar em alemão. Resolvo meus problemas, faço tudo. Claro que cometo muitos erros, mas rio e me divirto. Tem dias que bate uma deprê por não saber ainda se tal coisa é “der, die oder das” ou não saber se é pra falar com dativo ou acusativo ou simplesmente esquecer de colocar o verbo no final ou separar trennbare verben. Acontece com os melhores C1 hahaha. Com paciência e disciplina a gente chega lá!

Espero ter ajudado!

Liebe grüße