Au Pair da Letra agora é Germany For You

Hallo Leute,

 

como venho divulgado no facebook do blog, o Au Pair da Letra agora faz parte da equipe Germany for You. Junto a Lucé e Lucemar, escrevo sobre a vida na Alemanha em geral, incluindo aspectos culturais e outros tipos de intercâmbio além do Au Pair. Damos várias dicas, orientações em posts mega interessantes toda quarta e sexta! Vem me acompanhar por lá!

 

ps: estarei transferindo alguns posts do Au Pair da Letra para a página do Germany For You e fecharei a página do Au Pair da Letra no final do ano! Vem comigo! Vejo vocês por lá!

Bis bald!

 

Luzi

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FAQ: TRABALHO, FAMÍLIA, IDIOMA, ALEMANHA, EUROPA

Hallo Leute!

Mais uma versão das perguntas mais frequentes, para dar um help para vocês!  O post de hoje é mais voltado para “a hora H”, quando você já passou por todo processo de visto e chegou na Alemanha:

Como são suas horas de trabalho? Como é a rotina de uma Au Pair?

Em resumo, uma Au Pair só deve trabalhar no máximo 6 horas diárias, no máximo 30 horas por semana, divididas entre as crianças e atividades domésticas (combine com a família). Cada família divide como quer e cabe a você e sua Gastfamilie combinarem e acordarem tudo, em caso da carga horária exceder o permitido.

Exemplos de atividades de Au Pair:

Manhã: acordar as crianças, prepará-las para a escola (incluso trocar a roupa, lanche e café da manhã), levar para a escola, etc.

Tarde: buscar da escola, preparar almoço, ajudar na tarefa de casa, levar e buscar nas atividades extra curriculares (aulas particulares, música, atividades físicas, etc), brincar com as crianças, levar para casa de amiguinhos, dar banho, etc

Noite: preparar jantar, colocar a criança na cama, babysitting.

Atividades domésticas: lavar e passar roupas, aspirar ou varrer a casa, passar pano, limpar vidros e janelas, espanar, lavar louça ou controlar o lava louças, arrumar a casa, lavar banheiros, arrumar quarto das crianças, etc.

(dei alguns exemplos básicos e gerais para que você visualize bem uma rotina de Au Pair)

Você já teve problemas com a família? Se sim, como fez para resolver?
 Nunca tive problemas, ainda bem. Mas houveram situações em que me senti desconfortável ou insatisfeita e graças a comunicação super aberta que tive com a família, tive abertura para dialogar e resolver.
A família compre com o combinado com você antes da viagem?
Por sorte tive uma excelente família, que correspondeu às expectativas do primeiro skype durante um ano inteiro.
Quanto à convivência com eles: tratam você como se fosse da família ou como a empregada?
Sempre fui tratada como parte da família. Eles respeitavam meu espaço, combinavam as coisas com antecedência, eram abertos. Havia respeito e abertura de ambas as partes. Mas também fui integrada na família, nos eventos familiares, nos feriados, aniversários e dias importantes, estive sempre integrada e raramente lembrava que estava “trabalhando”.
Você se sente parte da família?
 Sim, pela resposta da pergunta acima. Sou amiga, bem vinda (já os visitei algumas vezes), me sinto em casa e posso sempre contar com eles.
Você consegue se sustentar só com o dinheiro recebido por au pair?
Não dá para viajar e tá na balada todo fim de semana. Nem comprar todas as novas tendências da estação. Nem as maquiagens que são mais baratas aqui. Mas na ponta do lápis, se você tiver disciplina e se organizar, dá sim.
Dá para viajar nos fins de semana e conhecer muitos lugares?
Pego o gancho da resposta acima e acrescento: dá para viajar muito! Tem métodos BARATOS de viajar por aqui, mas tem que dar adeus aos luxos. É viajar ficando em albergue ou casa dos outros de favor (Couchsurfing), pegar carona, ônibus, andar muito, comer na rua.
E você tem amigos na Alemanha?
Sim! O curso de línguas ajuda bastante. Participar de eventos públicos da cidade, clubes e associações também!
Quais as maiores dificuldades?
Os momentos em que você quer ficar “só” e ter “seu espaço”. Para: acordar de mal humor, andar semi nua pela casa ou ouvir um rádio bem alto com a música que você mais gosta. Coisas que a gente só pode fazer na nossa casa.
Você tem feito curso aí ou dá pra aprender alemão convivendo ?
Convivendo dá para aprender o alemão para sobreviver, se você for realmente esforçado. É muito importante fazer curso!
Se tiverem mais perguntas relacionadas ao tema, comenta aqui ou manda email! Aproveitem para curtir nossa página no facebook, para receber atualizações 🙂
Tschüss!

FAQ: PREPARAÇÃO: O PROGRAMA, FAMÍLIA, DOCUMENTAÇÃO

Hallo Leute!

Wie geht’s? Sumi, mas a explicação vocês já sabem. Agora que ta chegando na reta final do curso, foco total para a prova do certificado do  B1 em dezembro  🙂 To recebendo bastante emails de leitores – por sinal, agradeço os feedbacks e a visita de vocês – e decidi reunir as dúvidas mais frequentes, quem sabe a sua já não esteja contemplada aqui né? Vamos dividir em seções para ficar organizado.

Nesse primeiro post, as pergutas giram em torno do período de preparação para o programa:

Qual a idade máxima que a pessoa tem que ter para ser Au Pair?
Desde julho de 2013, até os 27 anos. Porém, não podem ser completos até o dia de solicitar o visto.

Qual é a remuneração? Eles pagam por curso de idiomas?
Na Alemanha, recebemos uma ajuda de custo no valor de 260 euros. Se o(a) Au Pair decidir fazer curso de idiomas, a família tem que auxiliar com 50 euros mensais ou por módulo. Vale ressaltar que a ajuda financeira é no caso de curso de idiomas.

Homens também podem ser Au Pair?
Sim. E os requisitos são iguais aos das meninas: não ser casado, não ter filhos, ter 27 anos incompletos no ato da aplicação do visto, nível A1 de alemão, etc.

É possivel estudar ao mesmo tempo?
Sim! A família é obrigada a organizar a carga horária de forma tal que você possa frequentar um curso. Porém não é possível fazer curso acadêmico (ensino superior, pós, mestrado, Phd, etc) durante o ano de Au Pair. Se este for o seu foco, você tem que solicitar um visto de estudante.

Quanto tempo, em média, leva para encontrar uma família?
É relativo, mas não confunda ansiedade com antecipação. Não tenha pressa, escolha com calma a família certa pra você. Lembre-se que você vai morar com eles por um bom tempo e acredite: a relação com a família faz toda a diferença no seu ano aqui.

Melhor morar em cidade grande ou pequena?
É relativo também! Depende de você e do que você quer do seu intercâmbio. Claro que quando pensamos em Alemanha, imediatamente pensamos Berlim, Munique, Colônia, Hamburgo, Stuttgart, Frankfurt, etc.  Cidades grandes ou perto de grandes, facilitam muito na hora de viajar, de achar aquele vôo low cost, fato! Mas cidades pequenas também tem seus encantos. Moro numa cidade com 11 mil habitantes. É um tédio às vezes, mas por não ser internacionalmente turística, a comunidade local dificilmente fala inglês. Desde o primeiro dia tenho que me virar nos 30 em alemão. Isso conta muito pra mim já que meu foco é o idioma mesmo.Mas pesa na balança a família. É com ela que você vai passar a maior parte do tempo. Lembre-se que você também sempre pode viajar e sair por aí.

Existe um modelo de contrato com a família?
Não exatamente, mas ele tem que conter informações básicas exigidas pelo governo. Tais como: horas de trabalho, descrição da casa, da família, etc. Mas é uma etapa a ser cumprida com atenção redobrada! Coloca cada detalhe no contrato, gente. Eu exigi que minha família, por exemplo, fizesse uma descrição detalhada de cada afazer doméstico que eu tenho na casa. É sempre bom evitar dores de cabeça futuras e chegar aqui e se surpreender com algo que não foi combinado no boca-boca. Coloquem tudo no papel.

Tem também algum padrão para atestado médico? Precisa ser em alemão?
Eu não precisei apresentar atestado médico no consulado. Uma amiga que veio recente, precisou. Não existe um padrão, um modelo. Em geral, um check up que comprove que você está apta ao trabalho. Ideal que seja no mínimo em inglês.

Você foi por agência ou conta própria?
Vim por conta própria. Na Alemanha, o programa é reconhecido pelo governo e a escolha por vir com ou sem agência fica a critério de cada um (o que nao é o caso da Holanda ou EUA por ex, em que é obrigatório fazer o programa através de uma agência. Me cadastrei no Au Pair World e depois de preencher o meu perfil, entrei em contato com algumas famílias até encontrar a minha. É seguro, o governo dá assistência.

Você tem alguma indicação de agência que trabalham com Au Pair na Alemanha aqui no Brasil?
A CI trabalha com o programa para a Alemanha. Fora ela, em Recife pelo menos, desconheço.

O que você acha: melhor escolher família que teve Au Pair antes ou tudo bem uma que nunca teve?
É bem pessoal. Eu prefiro famílias que já tiveram Au pair. Além da Au Pair anterior ser a melhor referência que voce pode ter, a família também já conhece o feeling de receber uma Au Pair, sabe lidar comprováveis conflitos, etc.

Faz tempo que você estuda alemão?
No Brasil, fiz curso durante 3 meses. Aqui na Alemanha, comecei em Julho. Mas até aí eu estudei sozinha, pela internet e gramáticas mesmo.

Você teve que comprovar experiência com crianças?
Nope. Mas mesmo assim eu tinha e isso faz MUITA diferenca. Se coloca no lugar deles: ia escolher alguém que já vivenciou isso ou alguém who has no clue? Claro que também nao atrapalha, pra algumas famílias isso não importa. Mas geralmente agencias exigem que experiência com crianças seja comprovada.

Se tiverem mais perguntas relacionadas a esta etapa do processo, podem mandar nos comentários ou via e-mail 😉 E aqui tá o arquivo da embaixada com os requisitos, processo, tudo explicadinho e oficial.

Tschüss!

Sprechen Sie Deutsch?

Hallo!

Sei que sumi e não tenho justificativa se não a correria grande que é e mil atividades nas horas livres (que bom né?). Antes de tudo, quero deixar avisado que apesar de eu estar um pouco sumida do blog, sempre checo o email. Então se tiverem alguma dúvida, quiserem entrar em contato, podem me escrever (aupairdaletra@gmail.com) que eu respondo sofort 🙂 E agora ficou mais corrido ainda porque meu curso de alemão finalmente começou! PRIMA 😀

No post de hoje, quero focar na questão da língua. Recebo muitos emails pedindo dicas: “que nível de alemão deve-se ter para vir como Au Pair na Alemanha? Dá para aprender sozinha ou tem que fazer curso? Dá pra se virar com A1?  Como é no dia dia? Como fazer para aprender mais rápido?”

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Primeiramente, quero desmistificar a ideia de que “eu sei inglês, dá pra me virar”. Não dá não. Talvez dê se você vier passar algumas semanas aqui como turista ou more no centro de uma grande capital. Ou se seu propósito como Au Pair na Alemanha não seja aprender Alemão. Aí sim, dá pra se virar com inglês e mesmo assim vai ser difícil, você vai encontrar pessoas que simplesmente não falam inglês e as informações são todas em alemão. As crianças (a não ser que filhas de nativos de países falantes de língua inglesa) falarão contigo em alemão. A professora da escola, os vizinhos, o médico, o motorista do ônibus, as pessoas que ligam para a casa (cujos recados você tem que anotar) vão todos falarem contigo em alemão.  Se aprender alemão não estiver nos seus planos, talvez você deva repensar se ser Au Pair na Alemanha é a melhor opção para você.

A embaixada alemã do Brasil determina que para ser Au Pair na Alemanha é necessário comprovar um nível mínimo A1 de alemão (seja por entrevista no dia de dar entrada no visto, ou através do certificado do Start Deutsch 1). Mas se querem a minha opinião, venham com no mínimo A2. O A1 é muito básico e junta com toda a ansiedade de vir pra cá, você não assimila o suficiente para “se virar bem” aqui. Isso é relativo, claro. Depende muito do esforço pessoal. Com A2 você já é capaz de desenvolver uma conversa básica, falar de você, narrar um pouco de sua história, pedir e fornecer informações, escrever pequenas cartas e emails, manter uma comunicação fluida a nível de “dia-dia”. É bem menos frustrante começar o ano assim do que travada sem conseguir interagir e socializar além de duas ou três frases em alemão.

Independente do nível de alemão que você venha, vai sempre haver aquele choque, que te faz ter a sensação de que você não sabe nada. Por isso, tenho a sensação de que A1 não é suficiente para começar o ano de forma mais “confortável” aqui. Principalmente para quem pretende ficar na Alemanha após o ano de Au Pair com proósito de estudar, trabalhar, etc. Um ano não é suficiente pra você começar “do zero” e ter um alemão “muito bom”. O que faz a diferença é o quanto você se empenha e a motivação que você tem para aprenderÉ de extrema importância frequentar o curso de idiomas. Mas pra quem teve que esperar quase 5 meses para o curso começar, como eu, só resta focar e se esforçar dobrado para correr atrás do prejuízo, porque meus amores alemão infelizmente não vem por osmose. Queria eu! Na raça, no suor, criei táticas porque eu realmente precisava a todo custo melhorar meu alemão e ser capaz de me comunicar. Tem gente que acha que veio assim fácil, mas tem muito esforço por trás de tudo isso. Foco, disciplina e determinação. E o melhor remédio para aprender qualquer idioma é imersão. Eis as táticas que decidi adotar para melhorar:

  • Nada de falar com a família em inglês! Conversei com os pais e até hoje tento cortar esse hábito deles de tornar a comunicação mais rápida e tentar falar comigo em inglês. É difícil pra caramba, mas respondo em alemão e a conversa no fim acaba mudando pra alemão. Pra quem ainda não veio, se quer mesmo um bom conselho é: escolham uma família que não tenha outro idioma em comum com vocês que não o alemão.
  • Esquecer a pergunta: ,,Sprechen Sie Englisch?” Pois é! Esqueçam mesmo de perguntar isso quando estiverem na rua e precisarem de informação, ou conhecerem alguém no trem e iniciarem uma conversa. É bem tentador seguir falando em inglês com a pessoa do que forçar em alemão, né? Cada vez que você faz isso, está perdendo uma grande oportunidade de praticar o alemão da melhor forma: na vivência, no dia dia, com nativos! Com essa tática, fiz uma amiga aqui e conversamos horas a fio, saímos, bebemos e depois de tempos vim descobrir que ela falava inglês. Resultado: nos acostumamos tanto a conversar em alemão que nos comunicamos sempre em alemão, inglês só pra tirar dúvida. 😉
  • Ver tv, ouvir rádio, playlist em alemão… ajuda bastante! E você ainda pega gírias rs Decidi que 1x por dia assisto um programa de  tv em alemão. Não importa o que, assisto. Quando saio para caminhar, ir a algum lugar, tenho o hábito (como muita gente) de ouvir uma musiquinha ou rádio no celular. Por que não fazer isso em alemão? Mesmo que você não entenda o que diz a letra, você gosta da batida, a música fica na sua cabeça eaí você procura pesquisar a letra depois e aprende muito vocabulário!
  • Ler jornais, revistas, livrinhos… também 1x ao dia leio no mínimo um artigo de jornal/revista ou pego livrinho do menino mais novo, de quando ele foi alfabetizado para ler. O segredo é não traduzir tudo a todo tempo. Leia, com calma e paciência. Observe as imagens, interprete no contexto. E vai pulando aquela palavra ou outra que você não entendeu para não interromper a fluidez da leitura. Se te incomodar muito, procura aquela palavra que realmente faz diferença no texto, mas não se atenha a tradução. Uma coisa que ta ajudando muito é comprar revistas de fofoca. São super baratas e só falam bobagens, então o vocabulário não é tão rebuscado como um artigo de economia no jornal 😉 Dá orgulho porque dá pra ler e entender!
  • Estudar é claro… separo uma meia hora do meu dia para fazer exercícios de gramática. Antes do curso, fui selecionando os temas que já havia estudado no curso do Brasil e ia revisando e aprofundando, refazendo os exercícios pra consolidar. Agora com o curso, vou aprofundando e vendo em outras gramáticas que comprei.

Adotei essas pequenas práticas que fazem toda a diferença no dia dia e vi resultados. Em 3 meses já entendia muito mais coisas, agora com 6 meses de Alemanha entendo praticamente tudo e consigo conversar e me comunicar em alemão. Resolvo meus problemas, faço tudo. Claro que cometo muitos erros, mas rio e me divirto. Tem dias que bate uma deprê por não saber ainda se tal coisa é “der, die oder das” ou não saber se é pra falar com dativo ou acusativo ou simplesmente esquecer de colocar o verbo no final ou separar trennbare verben. Acontece com os melhores C1 hahaha. Com paciência e disciplina a gente chega lá!

Espero ter ajudado!

Liebe grüße

Atividades com crianças

Hallo!

Aqui estou eu de volta, depois de uma semana super easy que mais folguei que trabalhei (e ainda assim foi corrido!). Primeiramente gostaria de agradecer os emails que tenho recebido de leitores participando, dando feedback e trocando ideias e perguntas. Pessoal, fico feliz que minha experiência tem ajudado vocês e o feedback de vocês é um incentivo grande para o blog!

Continuando a temática “crianças”, venho falar de partes divertidas (ou trabalhosas, mas depende de como você encara né?). Cada família tem um planejamento diferente, cada criança cumpre atividades diferentes, cada Au Pair tem determinadas tarefas diferentes, mas nossa “função” em comum, independente de país, é: cuidar e brincar.

Antes mesmo de vir, já ficava me imaginando sozinha com as crianças e pensava “como fazer pra distrair esses meninos?”. Pois é… Au Pair boa é Au Pair ativa/criativa, seja lá qual for a faixa etária! Até hoje, eu troco muitas ideias mesmo com amigos/amigas atuais/ex Au Pairs. Não é fácil manter esses anjinhos distraídos e se divertindo o tempo inteiro, principalmente quando televisão não é uma opção em algumas host families que vejo por aí (aqui, como já mencionei, é só 30 minutos por dia. Tem famílias que é ZERO!)

Lá vai! Algumas dicas do que tenho aprendido:

  • Experimentos: uma atividade bacana e educativa pra fazer com crianças é trazer experiências. O canal Sick Science traz vários experimentos interessantes com princípios de química e física para crianças. Tudo bem simples de fazer!
  • Cantar/dançar: o canal The Learning Station traz músicas com coreografias engraçadas e divertidas para todas as  faixas etárias! Você também pode ensinar cantigas de roda (até em português!), brincar de imitar clipes, karaokê, etc.
  • Jogos/Atividades (outdoor): futebol, basquete, vôlei, etc. Até aquelas brincadeiras típicas doidinho (participantes jogam bola entre si e uma pessoa tem que tentar pegar), queimado, barra bandeira, esconde-esconde, sardens (versão britânica diferente do esconde-esconde. Uma pessoa se esconde e os demais tem que procurá-la. Ao acharem, todos tem que se juntar, escondendo-se juntos até a ÚLTIMA pessoa encontrar todos), hide and clap (= esconde-esconde, mas quem procura tem os olhos vendados e tem direito a pedir 3x que os escondidos batam palmas na tentativa de encontrá-los), polícia/ladrão, 7 pecados, pisapé (faz uma roda cantando uma mísica, quando acaba todos pulam o máximo que puderem para trás e um participante tem direito a dar 3 passos até pisar o pé de alguém), pega-pega (e suas mil versões e adaptações), corrida, trampolim (se suas crianças tiverem), andar de bicicleta/patins/patinete/skate,etc
  • Jogos/Atividades (indoor): pictionary, pintar, desenhar, jogos de tabuleiro, cartas, artes e projetos de pintura/escultura, lego, boneca, carrinho, bola de gude, etc
  • Neve: se onde você mora é inverno e neva, não perca a oportunidade de levar suas kids pra fazer anjo de neve, guerra de neve e o clássico boneco de neve. Dá até pra brincar com a criatividade e fazer outras coisas de neve. Eu, por exemplo, fiz uma poltrona de neve com os meninos. Eles adoram!
  • Playdate: sempre convido um amigo pra visitá-los e passarem a tarde brincando ou combino de nos encontrarmos no parque da cidade ou em algum lugar para criarmos algo novo. É bom que a criança socialize (se os pais concordarem) e é fácil pra Au Pair, porque geralmente quando tem o amiguinho na jogada eles querem brincar entre si 😉

Basta usar a criatividade e adaptar as coisas, trazendo variedades para as crianças e sem deixar de aprender com elas. E vocês, que tipo de atividades gostam de fazer com as crianças?

Tschüss!

Crianças e seus desafios

Hallo!

Voltei dando sequência aos preteridos posts. Por motivos de saúde e de férias e viagens não cumpri com o cronograma. Mas nunca é tarde para recomeçar, né? No post de hoje quero compartilhar e “desabafar” os desafios/sufocos que nós Au Pairs passamos  por causa das crianças. Quem tem experiência com criança em geral (independente da faixa etária) sabe que tem que ter jogo de cintura porque trabalhar com essa turminha né brinquedo não! Ainda mais morando com elas 😀

Nos primeiros contatos com qualquer adulto que vá “impor autoridade” as crianças tendem a passar por uma fase de “testes”. Sim, elas vão te desafiar de todas as formas pra te conhecer e conhecer seus limites e sua maneira de conduzir. E eles tem várias maneiras de fazer isso: te excluindo das brincadeiras, “aprontando” com você, desobedecendo, gritando, te aborrecendo, te ignorando, etc.

Não se assuste e principalmente não leve para o pessoal. Passo por isso a alguns anos em sala de aula e não seria diferente no Au Pair né? As crianças fazem isso como uma forma de “se defender”. Sim. Afinal, você é um adulto novo que está chegando e consequentemente, gerando grandes mudanças na rotina da família (por mais que eles já tenham tido Au Pairs anteriores, como minha família). Além desse fator e do grande choque cultural, eles precisam confiar em você e se sentirem seguros na sua presença (afinal a maior parte do tempo geralmente passamos a sós com eles). Desafiar e testar é a forma que eles encontram de sentirem que “esse adulto é capaz de cuidar e me proteger”.

O importante é ter paciência, jogo de cintura e saber dosar a autoridade. Se imponha, mas saiba diferenciar ter autoridade de ser autoritário. Esse limite é uma linha bem tênue e é muito relativo. As crianças devem te ouvir mas você não deve ser tão rigoroso. Depende da forma como os pais educam as crianças, do país, família, etc. Se uma criança é totalmente mimada, mal educada e os pais são coniventes com isso, cabe a você permitir ou não que eles mantenham essa postura na sua presença. Ao mesmo tempo não somos pais deles.

Minha visão é que estamos aqui apenas como “monitores” certificando que eles sigam sua rotina de forma segura e prazerosa. Em relação a essa dicotomia meu conselho é o bom e velho diálogo com a família. Já vi casos de hosts que querem mais é que o Au Pair faça milagres que nem eles são capazes como pai e mãe. Também conheço histórias de pais que deixam claro “não mande no meu filho, apenas relate e eu faço isso”. Cada caso é um caso…

Mas independente de sexo, faixa etária, de serem bem educados ou não, essas criaturinhas vão te testar de alguma forma. No meu caso, os pais são bastante afetivos e rigorosos na rotina e as crianças são bastante obedientes (claro que rola uma arte aqui e ali, normal são crianças!!!). Mas quando enfrento uma situação desse tipo, procuro me impor e mostrar que sou a adulta da casa e que eles devem seguir minhas regras. E ao fim do dia converso abertamente com a mãe acerca das melhores medidas a serem tomadas. Hoje, com dois meses de casa, estamos nos acostumando uns com os outros e até então nunca tive um grande problema.  Mas aqui e lá tenho que lembrá-los “quem manda” haha.

Nos meus primeiros dias enfrentei um grande problema. Existe uma regra aqui, que eles só podem assistir 30 minutos de televisão por dia. Quando mandei desligarem eles desafiaram e disseram que não, que sabiam mais que eu sobre a casa e que poderiam estender o tempo. Fui à sala e me impus “não vocês não podem porque digo que não. Conversemos então juntamente com seus pais mais tarde” e fui pegar o controle. Eles literalmente pularam no controle remoto e não me deixaram desligar. Foi uma grande discussão, mas mantive meu tom de voz. Até que resolvi ligar para a mãe (apenas fingi) e eles desligaram e me ignoraram a tarde toda. À noite contei para a mãe o ocorrido, que chamou as crianças e conversamos todos juntos acerca das regras da casa. Nunca mais tive o problema da televisão e aprendi a ser um pouco flexível também (com consentimento dos pais) e ceder, quando necessário, 05-10 minutos.

Houveram outros episódios, mas nada tão sério como o primeiro. No primeiro mês eles geralmente me evitavam, me excluíram e não me convidavam ou deixavam participar das brincadeiras. Me mostrei sempre interessada e procurei exaltar as atitudes positivas, demonstrando como estava feliz por participar da vida deles. Aos poucos eles já me permitem tocar em certos brinquedos “sagrados”. O que surpreendeu mesmo foram os desenhos que ganhei no meu aniversário. É o melhor meio de comunicação das crianças, pude ver que sim, sou bem vinda.

O diferencial é mostrar as crianças que você não está aborrecido com elas mas com a atitude delas. É saber dosar, mas não deixar de se impor. Se você começar a consentir por “medo” ou por não saber como agir e tomar o caminho “mais fácil”, vai virar bola de neve e eles não vão mais te respeitar ou dar ouvidos quando você disser “não” em relação àquilo. Eles tem que conhecer seus limites e você tem que saber ser um bom guia e liderar a situação.

Os pais gostam de sentirem que deixaram seus filhos em um ambiente seguro e que eles serão felizes e bem tratados sob os olhos de alguém que será a voz deles quando eles não estiverem presentes. Portanto converse e mantenha o diálogo aberto, pois a cultura e a educação aqui são diferentes. É importante compreender a filosofia da família para saber aplicá-la.

“Qual a melhor faixa etária?” – Todas tem pros e cons. menino, menina, de baby a mais velho: vão te testar, são crianças! Mas pra quem ainda está no conforto de seu lar decidindo host families, procura levar isso em conta e pesar na balança. Porque você passará a maior parte do seu tempo com as crianças, é importante que você faça uma escolha feliz. Vale lembrar também que cada Au Pair tem uma personalidade. Uma faixa etária que se encaixe no meu perfil pode não ser boa pra você. Quando escolhi a família eu tinha isso em mente, exalto abaixo a MINHA opinião pessoal:

Prós x Cons

0 – 04 anos

Prós: São mais abertos, fofos, afetivos e se apegam com mais facilidade.

Cons: São muito dependentes e a atenção tem que ser redobrada. Você tem que estar perto o tempo todo. Além disso, dependendo do país e da família, geralmente não atendem creches e ficam o dia inteiro em casa = haja energia!

05-08 anos

Prós: Considero a melhor faixa etária porque já conseguem fazer certas coisas sozinhos, são enérgicos e interagem de forma mais madura com você mas também são mais abertos afetivamente, se apegam fácil também. Eles já interagem com outras crianças, que dá a possibilidade de fazer playdates! Também já começam nessa idade a atender Kindergarten ou escola.

Cons: São também mais teimosos e questionam muito as ordens. Quando se recusam e querem fazer escândalo f****. São muito enérgicos e curiosos, tem sempre uma traquinagem em mente.

a partir de 09 anos

Prós: São super independentes, você não precisa estar junto o tempo todo acompanhando cada passo, apenas certificando-se que eles estão bem. Geralmente tem escola e outras atividades extra curriculares.

Cons: É uma fase que eles se sentem donos do próprio nariz e que sabem também de tudo. Rio por dentro quando o meu de 09 anos começa a querer dar discurso sobre as coisas e se esquece que já rodei nesse mundo mais que ele. Por estarem já na pré adolescência, são mais teimosos e batem mesmo de frente ou mais reservados e não “se envolvem” tanto no sentido de “se apegar”, principalmente quando a família tem tido Au Pairs desde que eles eram pequenos. Porque eles sabem que daqui a um tempo, vamos embora.

E vocês, já passaram por alguma situação desse tipo? Como lidaram? O que pensam sobre o assunto: até que ponto devemos impor autoridade?

 

Tschüss

Au Pair: algumas verdades

Hallo!

Tá afim de ser Au Pair também? Pois é, ficamos super empolgados com a oportunidade de viajar, morar um ano em outro país, conhecer novas culturas e línguas através de um intercâmbio relativamente barato. Porém antes de bater o martelo e decidir encarar o Au Pair, é importante pesar bem algumas coisas na balança antes de sair de casa. Por exemplo encarar o fato de que este é um trabalho e não férias. Au Pair requer maturidade e responsabilidade, afinal estamos lidando com crianças (dos outros ainda por cima).

O intuito do post da semana não é assustar, inclusive porque não encaro como lado negativo, mas sim como um tópico que vale a pena ser pesado na balança. Além dos requisitos “padrões” para ser Au Pair estão implicitamente inclusos: paciência, maturidade, responsabilidade, jogo de cintura e muita disposição. Elenquei alguns tópicos que na hora do “vamo ver” nem todo mundo aguenta. São algumas observações e conclusões que cheguei através de conversas com outros(as) Au Pairs.

  1. As crianças vão te testar: lamento informar, mas sim essas criaturinhas vão te desafiar de todas as formas para testar sua autoridade nos primeiros dias, semanas… E isso é normal, afinal crianças gostam de quem tem autoridade e consequentemente isso as faz sentirem-se seguras perto daquele adulto. Afinal, você é uma pessoa estranha, que vem de um lugar estranho, fala outra língua mais estranha ainda. É complicado, mas temos que nos impor. E falar e discutir tudo sempre com os gasts.
  2. Você tem que ajudar em tarefas domésticas: e essas variam de família pra família. Mas sim gatinhos e gatinhas Au Pair tem que por a mão na massa. Mas tenha claro em mente que é ajudar e não fazer por eles. Veja bem como anda a divisão de tarefas e horários.
  3. Folga < trabalho: mais uma vez, isto nada mais é do que um trabalho. Não dos mais convencionais, afinal tem a troca cultural e os laços que se constroem ao longo, mas é uma relação de emprego. Como todo e qualquer trabalhador, temos folgas e férias. Mas desfaça a ideia de que Au Pair vai ser viajar, turistar, balada, curtir, etc etc.  Sim, haverão horas livres e como sua folga vai ser programada, também varia de família pra família.
  4. Você não está em casa: por mais que eles te façam sentir confortável,  não é a sua casa. Você deve seguir regras e inclusive ajudar (a por e tirar a mesa, por exemplo) mesmo que seja sua hora livre, pois é uma ação que qualquer membro da casa tem de realizar.
  5. Você mora com seus chefes: já vi histórias de AP que sentiram bem claro que estavam morando com os chefes. Eu particularmente nem lembro disso, meus gasts são ótimos, mas cuidado com o que você conversa e conta pra eles mesmo em momentos de descontração. Afinal, você está cuidando dos filhos deles e eles provavelmente não vão querer um “porra louca” fazendo isso, mantenham a compostura.

Lembrei desses tópicos e farei updates no post sempre que surgir mais um 🙂 A dica é: quando ainda estiver no Brasil, pergunte absolutamente TUDO o que puder antes de fechar. Para quem já está na casa da família: saiba impor seus direitos, mas saiba também ser flexível. Não existe família perfeita, nem Au Pair perfeita.

Ser Au Pair é uma experiência incrível! É muito mais do que meramente “trabalhar”. É trocar, vivenciar, aprender. Eu sempre digo que “Não estamos aqui para ser AuPair, mas somos Au Pairs para estarmos aqui”. Então aproveitemos a oportunidade e vamos absorver o melhor de cada dia.

Tschüss!

Au Pair pelo mundo: Au Pair na Itália

Hallo!

Este é o segundo post da série “Au Pair pelo mundo” [veja aqui o 1º]. Hoje, trouxe o depoimento de Thamires, uma grande amiga que foi Au Pair em Parma, na Itália e veio compartilhar suas impressões e experiências 🙂 Espero que gostem.

Você com certeza já ouviu falar da Parmalat, do queijo Parmesão, do Fillet a Parmegiana, do presunto de Parma e outros nomes com esse radical “Parm-“, não já!? Não sei se você é tão desligada quanto eu, mas eu nunca havia me perguntado: De onde será que essas coisas vem? Que cidade é essa? E, por um golpe do destino fui parar lá.

Parma
Parma

Cheguei sabendo de quase nada, para aprender muito, não só sobre Parma, mas também sobre a cultura italiana. E, até agora, não conheci povo europeu mais abrasileirado do que esses italianos! Quando as pessoas me perguntavam o porquê de eu ter escolhido a Itália para fazer Au Pair, eu dizia que eu não a escolhi, mas ela me escolheu.

Em um castelo nos arredores de Parma
Em um castelo nos arredores de Parma

A Itália é dividida em cinco grandes regiões e vinte estados (que eles também chamam de regiões). Parma localiza-se em um estado chamado Emilia-Romagna (a capital do estado é Bolonha – é, de onde vem o molho a bolonhesa!), fica no nordeste da Itália e tem uma população de quase duzentos mil habitantes. Na cidade não falta nada, tem Kebab, faculdades, Ikea, centro comerciais, Castelos, encontros do coutchsurfing, gente bonita, cinema e estádio de futebol (o Parma Futebol Club foi muito importante até a Parmalat – seu patrocinador oficial – falir. Mas ele ainda está na séria A).

E realmente foi um golpe de sorte do destino que me levou para lá, pois me inscrevi para vários países no aupairworld e nenhuma família me contatou, no momento o que eu abri para vim para a Itália, três família italianas se interessaram no meu perfil. Aceitei o convite daquela que fez meu coração bater mais forte, mesmo sabendo que eles seriam mais complicados que os outros, pois tinham uma criança autista e eu não teria meu próprio quarto. Não foi fácil dividir o quarto com um da criança, nem ter que ouvir e ver sempre as caras tristes dos pais por saberem que seu filho nunca voltaria a ser o mesmo (pois é, o menino era normal, depois dos três anos foi que começou a apresentar características de autista, parando até de falar) e ter que arrumar toda a casa porque os pais realmente não tinham tempo.

Com Davide, que não tirava a camisa de Neymar! Obs: quando tiver de passagem por qualquer parte da Itália, mais do que a pizza ou o spaghetti, você tem que provar os sorvetes artesanais!
Com Davide, que não tirava a camisa de Neymar!
Obs: quando tiver de passagem por qualquer parte da Itália, mais do que a pizza ou o spaghetti, você tem que provar os sorvetes artesanais!

O dia-a-dia não foi fácil, principalmente porque eu não falava italiano e os meninos não falavam inglês, mas eu me senti parte daquela família e tem certas coisas que você só aguenta porque acontece não sua família, não é mesmo!? Foi assim que levei esses dois meses. E eu não poderia ter escolhido família melhor, pois até longe eles, eu ainda sinto esse laço que criamos.

Não sou uma pessoa muito paciente, por isso decidi vir sem visto para a Europa, pois planejava tirar o tal visto aqui. Só que eu não contava que as leis iriam mudar justo no período que eu cheguei. Então presta atenção nas dicas de visto para a Itália: Por causa da crise, o governo quase anulou a possibilidade de estrangeiros trabalharem na Itália, então o jeito mais fácil é ir estudar. Não se tira visto de estudante na própria Itália, o visto tem que ser emitido no país de origem e tem que passar por uma entrevista oral em italiano (que não é grande coisa). A Itália não emite visto nenhum! A dica que eu dou é: se organize dois ou três meses antes de vir, estude o básico de Italiano, procure um curso na cidade que você vai morar e vá para o consulado tirar o visto. Sua Host Family deve te ajudar nesse processo. Se na sua cidade não tem um consulado italiano, dá uma olhada nessa página (http://www.consuladositalianos.com.br/) e veja qual consulado é o responsável pela sua região.

Gostei de começar minha estadia na Europa pela Itália porque acredito que o choque cultural foi menor. Cheguei na Itália sem saber de nada, minhas únicas referencias italianas eram aquelas das novelas da globo que eu assistia quando criança.  Até os nomes das comidas eu nunca tinha pensado de onde vinham. Aprendi tudo quando cheguei: mergulhei total na cultura e sofri muito ao ter que sair. Agora estou indo para a Suíça, um lugar de gente muito fechada, diferente dos italianos que conheci. Vou chegar com uma base pequena de alemão e ir direto procurar um visto de estudante. Pretendo não cometer os mesmos erros que cometi, como deixar o inglês ser a língua oficial da casa (isso retardou muito o meu aprendizado do italiano) e ser medrosa, achar que todos estão me julgando. Na verdade demorei a internalizar que quando você é nova no pedaço, ninguém te julga, porque ninguém te conhece. Poderia ter aproveitado mais, errado mais, levado um fora do meu Mr Palermo, mas preferi não tentar. Por isso tente! É a dica que eu dou. E a outra dica importante já foi dada: não venha sem visto!

Ser au pair é uma experiência mágica em todos os sentidos. Você cresce muito, pois não é fácil viver com uma outra família e, pior ainda, cuidar de filhos que não são seus. Mas você aprende tudo, aprende a se desligar do Brasil, a sorrir para um estranho, aprende a aprender a todo o tempo, a se virar… só sabe quem vive, é difícil até de explicar.

Festival do Torronne, em Cremona, uma das províncias de Parma.
Festival do Torronne, em Cremona, uma das províncias de Parma.

Arrivederci, Belle!

Thamires Almeida

[Thamires é pedagoga e tem 25 anos. Decidiu “fugir” do Brasil depois que percebeu que o destino lhe deu uma chance para realizar um sonho que ela nunca tinha tido coragem de correr atrás. Está na Macedônia, onde passará um mês, para depois ir morar em Basel, na Suíça. Não tem grandes planos para o futuro. Não se vê daqui há 5 anos. Neste último ano, teve a certeza que não adianta fazer grandes planos, pois os pequenos momentos que tiram o ar valem muito mais do que aquela realização que foi planejada ha tanto tempo.]